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Os raios cósmicos são núcleos altamente
energéticos que atravessam o nosso universo. Cerca de 87%
dos raios cósmicos observados são núcleos de
Hidrogénio. 12% são núcleos de
Hélio e os restantes são elementos mais pesados como o
Carbono e o Ferro . Os raios
cósmicos mais energéticos observados até à
data têm uma energia igual à de uma bola de ténis
lançada com uma velocidade de 57 m/s. É uma
quantidade de energia imensa para um corpo que é cerca de 0,00000000000001
vezes mais pequeno que uma bola de ténis!
Figura 1.1 - Restos da supernova G21.5-0.9 na
constelação de Scutum. A imagem mostra uma nébula
brilhante rodeada de uma nuvem difusa de poeiras. No centro pensa-se
existir um pulsar, isto é, uma estrela de neutrões
em rotação. O campo
magnético desta estrela confina os núcleos e as partículas carregadas como os electrões e
acelera-os a velocidades próximas da luz. A fotografia foi
obtida pelo observatório de raios-X Chandra.
A origem dos raios cósmicos de muito
alta energia não se encontra ainda esclarecida porque se
desconhecem fenómenos naturais que possam acelerar os
núcleos às energias observadas. Alguns fenómenos
naturais de aceleração de partículas são os
ambientes extremos como a explosão de uma estrela . No
entanto
nem mesmo estes fenómenos chegam para acelerar um raio
cósmico às energias mais elevadas que já foram
observadas até à data. Este mistério constitui um
dos grandes desafios da física: enquanto os físicos
teóricos investigam modelos que expliquem as
observações feitas, os físicos experimentais
procuram criar telescópios
que identifiquem raios cósmicos de alta energia com maior
precisão.
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