Um
fotomultiplicador converte a luz em sinal eléctrico. A
intensidade do sinal eléctrico é tanto maior quanto maior
for a quantidade de luz detectada. Esta conversão baseia-se num
fenómeno da física quântica que tem o nome de
efeito fotoeléctrico.
A luz entra no
fotomultiplicador por uma janela
e incide sobre uma placa designada fotocátodo. Aí é
absorvida pelos electrões atómicos os quais adquirem
energia suficiente para se libertarem da atracção do
núcleo. Os electrões assim libertados sofrem a
acção de uma diferença
de potencial e são acelerados para uma placa
designada dínodo.
Ao chocarem com o dínodo libertam-se novamente electrões
atómicos multiplicando o sinal eléctrico inicial. Este
processo de aceleração / multiplicação
é repetido ao longo de uma cadeia de dínodos e quando os
electrões atingem o ânodo
do fotomultiplicador formam uma corrente eléctrica
detectável.
Figura 1.2.1 -
Esquema de funcionamento de um fotomultiplicador mostrando como a
radiação incidente inicia uma cascata de electrões
através do efeito fotoeléctrico. Ao colocar o cursor do
rato sobre cada componente do fotomultiplicador poderá ver a
legenda correspondente e procurar no texto a sua referência.
Em resumo
quando uma partícula carregada atravessa um cintilador deposita
nele uma quantidade de energia que é convertida em luz. Esta luz
atravessa o cintilador e é focada por um guia de luz para um
fotomultiplicador. No fotomultiplicador a luz é convertida em
corrente eléctrica, a qual é usada para assinalar a
passagem das partículas de uma cascata.