A
detecção de cascatas de partículas à
superfície da terra pode ser feita por dois métodos
distintos: usando redes de detectores de
partículas ou monitorizando o céu com telescópios de radiação de
fluorescência . Ambos os métodos têm vantagens e
desvantagens.
As redes de
detectores consistem em conjuntos de detectores de partículas
espalhados por vários locais. A passagem de partículas
é assinalada por cada um dos detectores e quando se verifica uma
coincidência no sinal de vários detectores consegue-se
identificar uma cascata de partículas. As redes de
detecção funcionam em qualquer lugar e permitem observar
as cascatas apenas no momento em que atravessam os detectores da rede.
Os
telescópios de radiação de fluorescência
detectam a radiação
emitida pelos núcleos de azoto da atmosfera. Esta
radiação é resultante da passagem das
partículas de uma cascata. Estes telescópios são
muito sensíveis à luz e por isso funcionam em locais
isolados e permitem observar a evolução completa das
cascatas de partículas.
A
animação de baixo mostra a passagem das partículas
de uma cascata por uma superfície à altitude de 50 m
acima do nível do mar. Esta cascata foi iniciada por um
núcleo de Hidrogénio de energia média. No decorrer
da animação observa-se que a maior parte das
partículas se encontra próxima do centro chegando nos
primeiros 20 ns a 30 ns. No total a
duração do evento não ultrapassa 1 m s.
Animação 4.1 - Passagem dos
electrões e muões de uma cascata por uma
superfície de 400 m x 400 m à altitude de 50 m
acima do nível do mar. A cascata foi iniciada por um
núcleo de Hidrogénio com a direcção
vertical e energia de 5x1013 eV à altitude de
30 km. Os gráficos representam a
posição das partículas que chegam cada 10 ns.
No canto superior direito de cada um dos gráficos representa-se
o instante medido em ns a partir do início do evento.
Nota: 1 nano-segundo = 1 ns equivale a 10-9 s.